segunda-feira, 26 de junho de 2017

Onde quer que vá carrego sempre comigo um anel. É um anel simples, prateado sem grandes detalhes e não há nada que o distinga dos outros anéis.
Encontrei-o à uns meses na rua, não dei muito importância mas captou a minha atenção. Era uma tarde em que tinha estado sol, mas no entanto começou a chover, estava a tentar fugir da chuva e quando olhei para o passeio molhado vi algo a brilhar, vi o anel molhado. Era como se alguém tivesse acabado de o deixar cair, estava intacto no chão. Curioso, pois andava à procura de um anel e não conseguia encontrar nenhum de que gostasse ou que coubesse nos meus dedos, com tudo este anel foi perfeito.
Tentei imaginar imensas vezes de quem pertencerá, ou o que terá acontecido para deixarem no cair.
Quando seguro o anel, quando brinco com o anel entre os dedos, penso imensas vezes se alguém sentirá a sua falta, se seria importante para alguém. Porém, neste momento é especial para mim, ajuda me a pensar no que irei fazer e acima de tudo faz me companhia. 
No inicio tentei utiliza-lo como anel da sorte, mas depois vi que ter sorte não é algo que dependa de um objecto, continuo a utiliza-lo todos os dias, porque apesar de ser um anel simples para mim é um anel especial.

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